
Os judocas vão dar uma verdadeira lição de meio ambiente durante o Campeonato Brasileiro de Judô da Classe Júnior, de 30 de maio a 1º de junho, na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, em Manaus.
Na sexta-feira, dia 30 de maio, véspera da competição individual, atletas, treinadores, dirigentes, além de autoridades do esporte e da política serão convidados a participar de uma ação a favor da preservação da Floresta Amazônica para as futuras gerações.
De acordo com o presidente da Federação de Judô do Amazonas (FEJAMA), Raimundo Fortunato Júnior, serão plantadas árvores típicas da região na área verde da Vila Olímpica de Manaus. O objetivo é mostrar que o judô também está na luta pelo meio ambiente, num momento em que o mundo começa a falar em "
internacionalizar" a Amazônia.
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Nós podemos fazer a nossa parte no que diz respeito ao meio ambiente e uma das maneiras é plantando árvores. Esse é o recado que os judocas querem dar ao Brasil e ao mundo", afirma o dirigente.
A ação terá transmissão ao vivo no Globo Esporte, a partir das 11h45 (de Manaus), na TV Amazonas, afiliada da TV Globo em Manaus.
A FEJAMA está providenciando as mudas junto ao Horto Municipal de Manaus, que mantém projetos de arborização na capital amazonense.
AMAZONAS É PIONEIRO EM PRESERVAÇÃOO Governo do Estado do Amazonas, parceiro do Campeonato Brasileiro, entrou para a memória ambientalista brasileira ao lançar no dia 5 de junho de 2007, a primeira legislação relativa ao meio ambiente que se tem notícia no País: a Lei de Mudanças Climáticas e Conservação Ambiental.
A Lei foi discutida e aprovada pela Assembléia Legislativa do Amazonas e sancionada pelo governador Eduardo Braga durante a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, em Manaus, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia. No pacote de sanções, além desta Lei que regulamenta a política estadual sobre mudanças climáticas, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável no Amazonas, uma segunda Lei foi assinada pelo governador regulamentando o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (
SEUC).
A lei que cria o Sistema Estadual de Unidades de Conservação estabelece os critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação. O projeto trata, no âmbito estadual, das diretrizes estabelecidas pela legislação federal que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (
SNUC).
O processo de elaboração do anteprojeto para o SEUC envolveu dezenas de seminários públicos e estudos científicos ao longo dos dois últimos anos. A proposta final, aprovada em primeiro turno na ALE, incorpora inovações no campo da conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
O governador Eduardo Braga destacou a necessidade estratégica do Amazonas sair na frente na luta contra os impactos do aquecimento global.
Os motivos são muitos: o Amazonas possui 33% da área da Amazônia e dá importante contribuição para o mundo com a conservação de sua floresta, considerada a maior reserva de biodiversidade e de regulação do clima do planeta.
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Somos o chuveiro e o ar condicionado do mundo e quem tem garantido este serviço com a conservação da floresta é o homem que nela reside, este homem está mantendo a floresta de pé porque já percebeu que tem retorno econômico maior com ela em pé do que derrubada. Por isso, estou certo que essa lei é um marco histórico para nosso País, pois nenhum estado ou nação já legislou com tamanha profundidade e abrangência como estamos fazendo agora em defesa das florestas do Amazonas e das populações que vivem na floresta", afirmou Eduardo Braga.
Segundo o governador do Amazonas, essa lei consolida o compromisso do Estado com os seus povos, a floresta, a evolução tecnológica e o bem-estar do planeta.
Cria mecanismos fiscais e financeiros para incentivar a redução dos impactos ambientais no Amazonas e estabelece caminhos e facilidades para que as empresas reduzam suas emissões de gases de efeito estufa e façam a compensação deste impacto (
carbo-neutralização).
Ela também obriga o próprio Estado a dar o exemplo quanto à redução de suas emissões de CO2.A nova lei cria um marco legal que vai além dos instrumentos tradicionais de educação, pesquisa e incentivos financeiros, reconhecendo e incrementando os projetos estabelecidos pelo Protocolo de Kyoto, para redução e seqüestro de gás carbônico da atmosfera.
Propõe ainda a realização de inventários do carbono, da biodiversidade da floresta e dos vários setores da atividade econômica visando identificar as potencialidades ambientais, sociais e econômicas do Estado para receber investimentos que privilegiem matrizes energéticas limpas e favoráveis à estabilização dos gases de efeito estufa na atmosfera.
O Governo do Amazonas está focado na valorização econômica das florestas e acredita que com esta Lei abre espaço para o estabelecimento das relações econômicas (
mercado) dentro do produto ambiental que o Estado mantém, por meio do seqüestro de carbono e outras ações que evitam os desastres causados pelas mudanças climáticas mundiais, todas elas fazendo parte importante dos serviços ambientais que o Estado fornece ao mundo.
Eduardo Braga reforça que "
essa lei representa também uma importante inovação no campo econômico ao instituir o primeiro fundo estadual de mudanças climáticas do Brasil e criar produtos e serviços ambientais, que vão remunerar os povos da floresta em seu trabalho de preservar seu habitat e reduzir o desmatamento".
Para incentivar a participação da iniciativa privada e instituições não governamentais em seus programas, a nova lei institui o selo de reconhecimento e de certificação dos amigos do clima e da floresta amazônica.
A proposta é certificar as empresas que façam sua adesão aos programas de conservação do estado de maneira que possam comunicar e assumir perante o mundo o compromisso com a redução dos impactos negativos do efeito estufa e do combate às mudanças climáticas.
A floresta Amazônica ocupa um papel importante na produção de água e manutenção do clima de todo o planeta. Ela abriga a maior diversidade de plantas e peixes do mundo e seus rios detêm 16% de toda água doce do planeta.
São 157 milhões de hectares de florestas, rios e lagos que a torna a maior floresta tropical do planeta. Somente o Estado do Amazonas, cuja população gira em torno dos três milhões de habitantes, possui 65 etnias indígenas que têm trabalhado junto aos programas do estado para reduzir o desmatamento e conservar a floresta.
Somente nos últimos quatro anos essa parceria conseguiu reduzir o desmatamento em 53% e evitar que 430 milhões toneladas de CO2 fossem jogados na atmosfera.
Por ouro lado, as florestas do Amazonas retiram anualmente da atmosfera, no mínimo, uma quantidade média anual de carbono de cerca de 150 milhões de toneladas, contribuindo de forma efetiva e direta para o equilíbrio do clima em todo o planeta.
Em função do programa de sustentabilidade implantado no estado, que combina os esforços econômicos da Zona Franca de Manaus com os do Programa Zona Franca Verde, hoje o Amazonas consegue manter conservadas 98% de suas área de florestas.
O Programa Zona Franca Verde, estruturado sobre quatro eixos estruturais: o econômico, o social, o tecnológico e o ambiental ganha reforço com as novas Leis, além da criação do novo programa de monitoramento de biodiversidade e do desmatamento.
Entre os programas previstos na Lei de Mudanças Climáticas, está a criação da Bolsa Floresta, sistema de pagamento por serviços ambientais a ser feito, inicialmente, para as 8.500 famílias de dentro e entorno (área de amortecimento de 10 a 30 km das UCs) das 31 unidades de conservação estaduais.
No Bolsa Floresta a previsão de pagamento por morador é de R$ 50, mas o governo estadual já estuda a meta de atingir até 2010 cerca de 60 mil famílias, em uma área de um pouco mais de 17 milhões de hectares, com valores maiores.
O Zona Franca Verde, implementado no início da administração de Eduardo Braga, busca um equilíbrio entre a conservação da floresta com o uso dos recursos naturais, de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.
Para isso, o estado oferece suporte e incentivo a todas as etapas de produção, como o uso sustentável dos recursos naturais, capacitação, apoio técnico, financiamento logístico e escoamento da produção.
Desde 2003, quando foi criado, o programa gerou mais de 60 mil postos de trabalho e apoiou mais de 100 mil produtores rurais, dando suporte técnico, acesso ao crédito e comercialização garantida de seus produtos. Por meio do Zona Franca Verde os produtores rurais e florestais estão aprendendo a se organizar em cooperativas e associações.
O programa garante também incentivo para empresas que beneficiam produtos derivados da floresta e do campo.